12.8.11

Afinal o Egas e o Becas são gays


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Juro que este texto não é homofóbico.
Já não podemos confiar nas memórias de infância. Uns valentes anos depois, ajuramentam-se uns militantes de causas que fracturam e, à boa maneira estalinista, pintam a história de cima a baixo e ela aparece refeita. Em Nova Iorque, uns activistas da causa gay lançaram uma petição para que seja reconhecido que o Egas e o Becas, que os mais velhos estavam habituados (quando tinham tenra idade) a ver na Rua Sésamo, são namorados. Tenha vencimento a petição e uma autoridade competente qualquer decretará – para gáudio de uma minoria, desprazer de muitos e a indiferença de outros tantos – que o Egas e o Becas vivem juntos e partilham a mesma cama.
A partir do momento em que, a coberto da insuportável discriminação positiva em favor das minorias, os activistas da causa gay empunham uma chave de fendas e um martelo e torcem a história para selar um símbolo qualquer que seja da sua simpatia, esse exercício de engenharia social passa das marcas. A excitação do activismo aparece como exercício provocatório. São maus relações públicas de si mesmos.
Admito: foi de desconforto a primeira reacção ao ouvir na rádio a notícia de que o Egas e o Becas estão em vias de serem entronizados ícones da comunidade gay. Não nada contra a comunidade e tenho tudo contra quem os continua a ostracizar. Mas fui lá atrás, aos anos em que os olhos se entretinham com a Rua Sésamo, e não deixei de sentir que esse passado estava a ser traído pelos empenhados activistas da homossexualidade que querem refazer a história. Passado algum tempo, sobrou a indiferença. O Egas e o Becas são imagens que ficaram sepultadas num tempo que não regressa. E se os gays querem exibir às criancinhas de agora duas personagens de um programa de animação infantil têm com sexualidade alternativa (sem ofender), que isso seja considerado um instrumento pedagógico. Mais vale as criancinhas irem entendendo, através da pedagogia dos programas infantis, os esboços da realidade em que vão tropeçar depois.
Eu jurei que este texto não era homofóbico. 

3 comentários:

V disse...

Estas tentativas patéticas de forçar a história (outrora jogada ao livre arbítrio) a enformar-se em mentes retorcidas revolvem-me a ira sedimentada.
Porquê? Porque se fazem valer da mesquinhez do povo, que não perde a oportunidade de levedar futilidades, escárnio e fenómenos do Entroncamento.
Uma notícia digna da silly season, equiparada à insistência do "rebaptismo" dos estrumpfes...
O pior é que vêm para ficar.

O Símbolo disse...

Não era pra ser homófico, mas de um jeito ou de outro foi cômico, isnpirador, mas cômico.

Beto e Ênio, assim os conheço... Desde a infância já havia algo que me levava a deter na cabeça à cisma quanto a eles. Eu e minha infância não os dispensamos. E olha que eu vejo Vila Sésamo até hoje...

As ferramentas usadas pelo activismo homossexual não passam SIM de instrumentos provocativos, tentativa de mover rumo ao choque, e vou além. O mesmo parece querer muito mais do que criar um embate entre duas idéias que por si só se valem no sexo(e olha aí pra quem diz que isso pouco importa...)

Ícones, nenhuma causa vive sem, já não bastavam os teletubbies e o Bob Esponja, agora "reprisaram" a idéia.

E o Garibaldo que se cuide...mora sozinho, altruísta, vive cercado de amigas, polido, vaidoso (mira nos cílios e na maquiagem de dar inveja à pavão)...sei não, viu.haha

Anónimo disse...

A estupidez dos homossexuais não tem limites!